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 Justificativa


O envelhecimento populacional brasileiro é uma realidade que vem sendo observada e discutida por diversos segmentos sociais e pelos governantes, além de se constituir uma preocupação emergente desses setores.

Esse enfoque que é dado ao fenômeno deve-se à preocupação de previsíveis conseqüências advindas dessa mudança na sociedade. Projeções indicam que até 2020 o Brasil estará com aproximadamente trinta e dois milhões de idosos.

Sendo esse processo de formação populacional rápido e violento, postula-se que não houve tempo hábil para que o país se capacitasse para lidar de modo adequado com este problema social. São previsíveis as situações relacionadas a preconceito, marginalização social, pobreza, abandono, doenças, incapacidades, maus tratos e baixa qualidade de vida. Por isso, é necessária e urgente uma política de Estado que vise à prevenção dessa avalanche de problemas.

Ao mesmo tempo, a mulher tradicional, cuidadora do lar e da família, está cada vez menos disponível para esse tipo de função em virtude do seu engajamento cada vez maior no mercado de trabalho.

Além disso, a própria família estará cada vez mais perto da urbanização e mais fragmentada, devido à freqüente facilidade para separações conjugais e sempre menos apta para cuidar de seus idosos. Famílias menores residem em lugares pequenos, sem espaço para idoso. E até aqui, os sistemas formais de suporte não são capazes de substituir a família com eficiência.

Pelo exposto até aqui, percebe-se que, atualmente, o Brasil já possui um contingente acentuado de idosos sedentos por informações, convívio social, práticas esportivas, atividade intelectual, compartilhamento de experiências vividas e de superação de dificuldades enfrentadas por essa população.

Na lei 8.842, que dispõe sobre a Política Nacional do idoso, consta, dentre as competências dos órgãos e entidades públicas na área de educação, “apoiar a criação de universidade aberta para a terceira idade, como meio de universalizar o acesso às diferentes formas do saber”.

A FCB, não só para cumprir determinação legal, mas também porque sua comunidade universitária tem muito a oferecer aos idosos e muito pode se beneficiar com sua experiência, idealizou proporcionar aos idosos de Colatina e de áreas adjacentes a oportunidade de atividades que contribuam para a formação acadêmica dos universitários e do grupo da Faculdade Aberta à Terceira Idade, além de promover a oportunidade da troca de experiências entre essas diferentes faixas etárias.